Acho que todos os pais se fazem esta pergunta depois do caso das duas adolescentes que fugiram a semana passada. Vendo as entrevistas das filhas e das mães cada um consegue ir montando sua própria história e entendendo um pouco os motivos que podem ter levado as duas a fugirem. Mas não quero julgar ninguem e menos ainda dizer se estavam certas ou erradas.
O fato é que eu tenho 3 filhos pequenos que certamente nem sonham em sair de perto de mim, por enquanto, mas sei que vai chegar um dia em que eles vão começar a questionar esta dependência e eu fico me perguntando como nós (pais e filhos) vamos lidar com as questões que surgirem neste momento.
Eu morro de medo de ser uma mãe controladora ao invés de protetora. Eu adoro participar da vida deles, sempre pergunto da escola, dos amigos, do que acontece, do que sentem, tento estar sempre presente e envolvida com tudo... mas será que estou apenas querendo participar ou na verdade quero controlar a vida deles e direcioná-los a um comportamento que EU acho correto?
E se acontecer uma fuga, o que fazer depois? Onde a educação destas meninas falhou pra que elas sentissem esta necessidade de fugir, de largar todo o conforto que tinham e cair em uma aventura tão perigosa? Eu, no lugar destas mães, estaria me questionando muito sobre quais foram os erros e como tentar corrigí-los.
Qual será o caminho para que a gente conheça de verdade nossos filhos e que eles tenham plena confiança em nós? Como fazer para que eles sejam eles mesmos na nossa frente. Como equilibrar esta relação tão complicada misturando autoridade e confiança; proteção sem controle; cuidado sem invasão???
Por outro lado, como deixar seus filhos crescerem para o mundo e acreditar que aquele bebezinho tão delicado pode tomar decisões sozinho e tem todas as condições de resolver os seus problemas sem a sua intervenção?
E como fazer o seu bebezinho sair andando sozinho mas tendo a certeza de que sempre que precisar encontrará a sua mão estendida pra ajudá-lo? Como protegê-lo e ao mesmo tempo fazê-lo arcar com as consequências dos seus atos?
Por enquanto estou naquela fase facil e ao mesmo tempo complicada em que eu tomo as grandes decisões por eles e acabo conduzindo-os pelos caminhos que eu estou traçando. Mas e quando eles começarem questionar as minhas escolhas?
De verdade eu não sei!
E vcs, como têm feito ou o que pretendem fazer?
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Olha, marilena, eu não sou mãe, mas sou filha, e então acho que posso dar algum pitaco aqui.
ReplyDeleteEu sou filha de pais separados, eu tinha 8 anos quando isso aconteceu e meu irmão 4. Desde então, fomos criados com a minha mãe, ainda que com a participação do meu pai sempre presente (já que ele morava e ainda mora a 2 ruas de casa). A minha mãe sempre foi muito participativa nas nossas vidas, e eu realmente não tenho anda do reclamar. Em nenhum momento ela tentou controlar nada, e acho que por isso a gente tem uma relação tão boa.
Participar e controlar são duas coisas diferentes, ainda que totalmente próximas. Mas eu acho qeu é a liberdade que separa as duas. Por exemplo, se eu chegar pra minha mãe e falar que quero viajar com os amigos. Se ela perguntar pra onde e com quem, isso é ser participativo (claro que dependendo do tom de voz). Agora, se ela começar a fazer julgamentos e querer saber cada passo que vou dar, isso é ser controlador.
A minha mãe sempre foi nesse sentido de participativo. Quando eu saia com as minhas amigas, ainda adolescente nos meus 15 anos, ela não ficava me ligando pra saber onde estava, pedia apenas que eu ligasse pra dizer se estava tudo bem. Eu acho que isso é que faz a grande diferença! Eu saio com minha mãe pra fazer compras, a gente troca algumas roupas, e isso torna a relação muito saudável.
Desculpa o post enooooorme, mas senti necessidade de falar sobre isso. Não fique com essas neuras, ou suas preocupações vão virar problemas!
beijos e fica bem.
Dani
Oi Marilena, como sabe tenho uma filha que completou doze anos no mês passado. Esse assunto realmente é causador de muitos dos meus cabelos brancos, mas acho que é imprescendível uma educação de princípios logo na infância, pois quando crescem sempre vão ter isso em mente. A minha filha sempre foi uma menina muito obediente e quieta, quando completou nove anos começou o tormento. Sempre me questionando porque deveria fazer isso ou aquilo naquela hora, ela queria fazer somente o que queria na hora que queria, mas fui insistindo e ela está percebendo que as coisas tem sim uma disciplina e quando faz isso sem perceber já é um aprendizado. É controlador, acho que sim, mas não deixo fazer tudo o que quer, porque depois fica muito mais difícil de administrar. Dizem que ser mãe é dizer mais não do que sim. Dizer sim é muito simples e não te dá dor de cabeça, dizer o não, dói na gente, é razão de muitas discussões, mas se é o correto tem que insistir sim.
ReplyDeletePelo menos você estará fazendo o seu melhor, pois não aprendemos a ser mãe, a gente erra querendo acertar.
Um beijo,
Silvia
sabe Marilena, eu gosto de pensar que farei o mesmo que minha mae e minha irma + velha fizeram/fazem: ser aberta, mas ao mesmo tempo informar tudo sem esconder o lado ruim da vida. por exemplo:
ReplyDeleteminha irma pegou um vizinho, amigo do filho dela fumando um baseado. ela brigou com ele e disse q se ela pegasse outra vez, ele nunca mais poderia ir pra casa dela. meu sobrinho e uns primos ficaram zoando, que era normal, etc. e tal. ela simplesmente perguntou a um policial amigo nosso se ele poderia mostrar a esses meninote o "outro lado da maconha" e assim foi feito: uma visita a um presídio, com direito a ver uma cela típica e ouvir o depoimento de um cara preso, além de uma ida ao IML para ver uns carinhas mortos. desse dia em diante o menino transformou-se, agora é só esportes e saúde.
brigar só nao adianta. eu era muito quieta, nao saia muito, entao nunca tive problemas com controle. rsrs
Humm... não sei como vou fazer, sempre penso que devo, simplesmente, seguir meus instintos e estar atenta. As pessoas, crianças ou não, dão sinais do que estão sentindo, mesmo quando não se expressam verbalmente. Estar atenta a esses sinais acredito que seja um grande passo. Ter disponibilidade para uma conversa ou mesmo para passar tempo juntos é um forma de garantir que esses sinais serão percebidos.
ReplyDeleteNo mais, acho que só de você se preocupar com isso e questionar qual deve ser o caminho a seguir é indicação de está tudo bem. E que, quando não estiver, você saberá encontrar as mudanças necessárias.
Beijos,
K.
Oi Marilena, tenho um filho de 20 um enteado de 21 e duas meninas uma minha e outra do meu marido, as duas tem 15 e fazem 16 agora em agosto. Vivo exatamente essa fase com as duas, de questionamentos de angústias por parte delas a respeito da vida. Vi a entrevista de uma das mães e de uma das meninas. Sem julgamentos, na minha opinião, devo ser participativa, saber com quem anda, aonde vai, cobrar horários, notas, resultados e ficar atenta, as novas amizades aos contatos pela internet, dar ouvidos sobre determinados questionamentos, que geralmente são alertas para o que está acontecendo. Não tive uma mãe muito presente, a minha mãe acredito eu, nem percebeu que eu passei pela adolescência. Procuro acompanhar as minhas meninas, mas somos falíveis, acredito nos meus princípios e percebo que sou um espelho para elas, as vezes me criticam, mas sou levada a sério nas horas de decisão. Confio na educação que dei e coloco na mão de Deus.
ReplyDeleteGrande beijo, Eliane.
Oi, Marilena!
ReplyDeleteTenho uma filha que completa 15 anos no mês que vem e todas essas questões que você levanta ficam muito mais evidentes agora, nessa fase. Procuro estar sempre presente, dizer não quando é necessário, brigar de vez em quando, falar sério, mas na maioria das vezes acho que sou até liberal em excesso...
O mais importante é seguir seus instintos, dividir com o pais as angústias e as decisões que têm que ser tomadas e, como disse a Eliane aí em cima, agir de acordo com os princípios que você passa para eles. Os pais são os exemplos de vida para os filhos. Se não agimos de acordo com o que falamos, como podemos cobrar deles que o façam, não é?
No meu caso, que sou separada, eu tento fazer a minha parte. Meu cumpadre sempre me fala isso: faça a sua parte, que já está de bom tamanho...!
Beijos e boa sorte,
Andréa
E , esta questão não é nada simples...
ReplyDeleteSou mãe de um casal... menino de 15 e menina fazendo 17... foram educados de igual forma...eles sao filhos de pais separados.. desde os 8 e 6 anos respectivamente..
Resultado..
Menino..tranquilo, espirituoso...afetuoso...no problem..
menina...rebelde, questionadora, por natureza... indagadora... já aprontou umas poucas e boas...me deu alguns fios de cabelo branco a mais...etc e tc...
Questionei-me inumeras vezes ..onde eu errei....e um belo dia.. numa dos meus desesperos e tristezas por conta da rebeldia dela... meu filho q ainda tinha só 14 anos...vira pra mim e diz:
- mãe...se o erro estivesse na mãe...eu seria igual.... a mãe não vê q cada um é cada um?
Cara, depois dessa...enfiei a minha cara debaixo do meu braço...e entendi q eu nao tinha errado em nada....e sim q as pessoas são ÚNICAS...e cada uma vai passar pelo q tem q passar.
Claro, sabemos q há aqueles casos extremos onde pais sao completamente relapsos...ai..sai uns delinquentes por aí...mas com certeza nao é o nosso caso...rs.
A única coisa q penso..é q temos q estar de olho vivo, pois a mídia , internet etao aí..e pegam pesado...e nossos adolescentes querendo ou nao....sao alvos faceis...afinal estao em plena transformação, em todos os aspectos... principalmente no aspecto EMOCIONAL.
Portanto se posso dar conselho..seria:
Ore semere a Deus pedindo sabedoria e discernimento...e solicitando a presença do anjo da guarda de cada filho nosso para estar sempre ao lado deles....somente este pode proteger nossos filhos de qq mal.
Beijos
Nao sei, eh dificil saber o que vou fazer, em vamos dizer, 10-12 anos, parece tao longe, mas sei que daqui a pouco vai estar ai batendo na minha porta. Vai ser outra epoca, vao ser outros tempos, mas quero tentar ser a mae com quem a Victoria pode contar, mas ao mesmo tempo mostrando a realidade e impondo limites...
ReplyDeleteEh dificil neh?
bjs
Bom, a questão ja foi falada.
ReplyDeleteEu acredito que como mães, nós conhecemos nossos filhos e sabemos conduzir o relacionamento a partir daí. Principalmente estar aberta a observação e participação ja é meio caminho andado.Crescer com confiança faz toda diferença.
Nunca tive mãe presente como amiga.Minha mãe só abria a boca para me falar NÃO. Porém educação e senso de limite me deu uma boa lição de como ser uma pessoa e hoje eu faço dessa maneira com a Chris desde pequenina.
Só nos mães sabemos da nossa cria, e estar sempre disposta a ouvir, conversar e ser participativa nos garante um bom relacionamento desde cedo para que na idade crítica seje mais fácil.
Um grande bj
Acredito q muitos pais fazem td nas melhores das intençoes, mas acabam metendo os pés pelas mãos. Qdo pequenos os filhos são mais fáceis de controlar, e sim, eles vão crescer e vão se lembrar de td o q foi feito, o q não foi feito, o que vc deixou e o q vc não deixou, e sim, eles vão aproveitar q cresceram pra mostrar pra vc q agora eles podem ter suas próprias escolhas. Acredito q permitir q as crianças logo cedo sejam participativas, possam expressar sua opinião, possam exercer algumas escolhas, possam ter respostas lógicas qdo questionarem o pq não, o pq sim, faz com que elas se sintam menos reprimidas e não se sintam "cerceadas". Eu não fiz muita coisa q eu queria fazer, e isso nunca mais vai voltar atras. Não fugi, não usei drogas, não raspei o cabelo e virei punk, mas cresci. E se hj eu não sou mt participativa, familia e caseira, talvez seja pq lá atras isso me foi imposto sem q eu tivesse opção ou explicação. Acho que só de não fazer com seus filhos o q vc não gostou q seus pais fizessem com vc, já é meio caminho andado, e acho q seus filhos são crianças exemplares, de educação, simpatia e respeito!!!
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