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Dec 10, 2012
Conversa romântica com o marido:
- Querido, estou comendo demais!!! Se continuar desse jeito vou virar uma baleia!!!
- Cuidado pra não ficar igual a mim.
- Acho que vou colocar uma foto sua na porta da geladeira!
Mar 16, 2012
Comer é muito bom!
Que eu me lembre, eu nunca fui muito enjoada para comer. Talvez seja porque meu pai não gosta muito de coisas exóticas e minha mãe acabava sempre ficando entre o arroz-feijao-bife-salada ou arroz-feijao-frango-salada.
Mas de vez em quando ela variava e fazia umas coisas diferentes que eu amava como:
- pimentão recheado com carne moida.
- beringela a milanesa com molho de carne moida.
- bife de panela.
- bistequinha bem fritinha.
- carne com batata.
- linguiça com batata.
- sardinha à milanesa.
Tudo sempre acompanhado do arroz branco, feijão carioquinha (porque paulista que é paulista come feijão carioquinha) e salada de alface com tomate, pepino, couve de vez em quando.
Mas como deu pra perceber, carne era todo dia e eu confesso que ainda hj tenho dificuldade em preparar uma refeição sem carne. Sempre acho que está faltando alguma coisa.
O problema da comida da minha mãe é que ela sempre faz também legumes (como cenoura, beterraba, abobrinha, mandioquinha, jiló dentre outros) refogados ou bem cozidinhos e eu nao sei muito bem porque, eu detesto coisas refogadinhas. Aquela consistência meio molenga, que desmancha na boca, pode ser muito gostoso em um chocolate, mas quando se trata de legumes eu detesto. Conclusão: eu sempre acreditei que não gostava de cenoura, beterraba, abobrinha e outros mais...
Acontece que quando me casei eu percebi que quem pilotaria o fogão na minha casa seria eu, mas que o marido apesar de ser um zero à esquerda na cozinha (naquela época, que fique claro!!!), era um grande incentivador à mesa. O Sergio sempre comeu de tudo: qualquer gororoba que eu preparava ele comia e ainda diziacom sinceridade:
- Está bom, está gostoso sim!
Com o tempo eu fui aprendendo a diferenciar o "está bom." do "está bom!" e do "está bom!!!!!!". Mas não me lembro de nenhuma vez ele ter dito que não estava bom ou não ter comido (vc se lembra, Sé???).
E com este incentivador sempre presente, eu comecei me animar na frente do fogão. Eu confesso que tenho uma certa inércia na hora de começar a preparar o jantar, mas assim que acendo a primeira boca do fogão a inspiração aparece e até eu me surpreendo de vez em quando com algumas coisas que eu faço e que quase matam o casal de tanto comer.
Mas o bom de tudo isso, foi que aos poucos, eu fui experimentando receitas novas, vendo outras possibilidades para diferentes vegetais, testando coisas mais saudáveis por causa das crianças e descobri que eu AMO:
- arroz com cenoura.
- salada de beterraba ralada.
- abobrinha fritinha no azeite com alho ou gratinada com queijo.
- espinafre no arroz ou cru (espinafre canadense que é bem mais suave que o brasileiro).
E hj, depois de 11 anos de casada - recem completados e esquecidos :( - eu como praticamente de tudo. É raro o vegetal que eu possa dizer: "esse eu não como de jeito nenhum". Só preciso ainda testar o jiló, que nunca comi e que refogadinho como a minha mãe faz eu não tenho a menor vontade de provar, mas que de repente, em uma receita diferente...
Agora, de tudo o que a minha mãe faz, uma das coisas que eu mais amo é a alcachofra. É engraçado porque muita gente sequer sabe como comer este vegetal que eu acho MARAVILHOSO e que aqui em toronto é caríssimo!!! Mas sempre que eu encontro, eu dou um jeito de comprar e fazer recheada mais ou menos do jeitinho que minha mãe faz. E cada folhinha que eu como me traz uma lembrança maravilhosa da minha infância com minha família em volta da mesa da cozinha (só a alcachofra conseguia fazer todo mundo sentar à mesa, rs) molhando ora uma folhinha ora um pouquinho do recheio no molhinho de vinagre-oleo-sal.
Pra minha tristeza, este é o único prato que faz meu marido incentivador torcer o nariz quando eu sirvo o jantar. A sorte dele é que é dificil de achar, então eu acabo não fazendo muito!!
Mas de vez em quando ela variava e fazia umas coisas diferentes que eu amava como:
- pimentão recheado com carne moida.
- beringela a milanesa com molho de carne moida.
- bife de panela.
- bistequinha bem fritinha.
- carne com batata.
- linguiça com batata.
- sardinha à milanesa.
Tudo sempre acompanhado do arroz branco, feijão carioquinha (porque paulista que é paulista come feijão carioquinha) e salada de alface com tomate, pepino, couve de vez em quando.
Mas como deu pra perceber, carne era todo dia e eu confesso que ainda hj tenho dificuldade em preparar uma refeição sem carne. Sempre acho que está faltando alguma coisa.
O problema da comida da minha mãe é que ela sempre faz também legumes (como cenoura, beterraba, abobrinha, mandioquinha, jiló dentre outros) refogados ou bem cozidinhos e eu nao sei muito bem porque, eu detesto coisas refogadinhas. Aquela consistência meio molenga, que desmancha na boca, pode ser muito gostoso em um chocolate, mas quando se trata de legumes eu detesto. Conclusão: eu sempre acreditei que não gostava de cenoura, beterraba, abobrinha e outros mais...
Acontece que quando me casei eu percebi que quem pilotaria o fogão na minha casa seria eu, mas que o marido apesar de ser um zero à esquerda na cozinha (naquela época, que fique claro!!!), era um grande incentivador à mesa. O Sergio sempre comeu de tudo: qualquer gororoba que eu preparava ele comia e ainda dizia
- Está bom, está gostoso sim!
Com o tempo eu fui aprendendo a diferenciar o "está bom." do "está bom!" e do "está bom!!!!!!". Mas não me lembro de nenhuma vez ele ter dito que não estava bom ou não ter comido (vc se lembra, Sé???).
E com este incentivador sempre presente, eu comecei me animar na frente do fogão. Eu confesso que tenho uma certa inércia na hora de começar a preparar o jantar, mas assim que acendo a primeira boca do fogão a inspiração aparece e até eu me surpreendo de vez em quando com algumas coisas que eu faço e que quase matam o casal de tanto comer.
Mas o bom de tudo isso, foi que aos poucos, eu fui experimentando receitas novas, vendo outras possibilidades para diferentes vegetais, testando coisas mais saudáveis por causa das crianças e descobri que eu AMO:
- arroz com cenoura.
- salada de beterraba ralada.
- abobrinha fritinha no azeite com alho ou gratinada com queijo.
- espinafre no arroz ou cru (espinafre canadense que é bem mais suave que o brasileiro).
E hj, depois de 11 anos de casada - recem completados e esquecidos :( - eu como praticamente de tudo. É raro o vegetal que eu possa dizer: "esse eu não como de jeito nenhum". Só preciso ainda testar o jiló, que nunca comi e que refogadinho como a minha mãe faz eu não tenho a menor vontade de provar, mas que de repente, em uma receita diferente...
Agora, de tudo o que a minha mãe faz, uma das coisas que eu mais amo é a alcachofra. É engraçado porque muita gente sequer sabe como comer este vegetal que eu acho MARAVILHOSO e que aqui em toronto é caríssimo!!! Mas sempre que eu encontro, eu dou um jeito de comprar e fazer recheada mais ou menos do jeitinho que minha mãe faz. E cada folhinha que eu como me traz uma lembrança maravilhosa da minha infância com minha família em volta da mesa da cozinha (só a alcachofra conseguia fazer todo mundo sentar à mesa, rs) molhando ora uma folhinha ora um pouquinho do recheio no molhinho de vinagre-oleo-sal.
Pra minha tristeza, este é o único prato que faz meu marido incentivador torcer o nariz quando eu sirvo o jantar. A sorte dele é que é dificil de achar, então eu acabo não fazendo muito!!
Jan 13, 2012
Presente de Natal
Meu marido não é nem um pouco exagerado e me fez a maior surpresa neste natal!!! Eu bem percebi que ele andava meio ansioso, mas pra ser sincera eu estava desconfiada que ele não estava tendo tempo de me comprar um presente e por isso a ansiedade.
Como eu sabia que ele iria para Halifax logo no inicio do ano, eu pedi que ele saísse do trabalho anterior para aproveitarmos as ultimas semanas juntos. E nestes 15 dias que ele ficou por aqui eu não dei tregua: onde ele ia, eu ia tambem. E ainda fazia o coitadinho me acompanhar em todo lugar que eu ia, rs.
Só que eu já tinha comprado o presente dele há muito tempo atrás: um kit tipo scrapbook para colocar fotos nossas: tudo pensado pra ele matar a saudade, rs. Enquanto ele tomava banho ou ia na lavanderia, eu imprimia as fotos e ia escondendo junto com outras fotos que nós já temos impressas. E como montei um kit parecido para as vovós no Brasil, ele nem se deu conta que muita fotos foram impressas 3 vezes, rs.
Então, durante o mês de dezembro, fui colocando todos os nossos presentes embaixo da árvore e depois de alguns dias, avisei que o presente dele já estava lá também e ele não falou nada do meu. Fiquei ate com pena dele, pensando em como ele ficaria chateado por nao me dar nada.
Na noite de natal, depois de muitas emocões que serão contadas em outro post, o papai noel trouxe os presentes das crianças e o Sergio me entregou o meu, ou melhor, os meus:
- O dvd novo do Pearl Jam comemorando os 20 anos da banda.
- O dvd do Eddie Vedder "water on the road"
- O CD Ukulele songs do Eddie Vedder
- E ainda gravou 2 cds com o show do Pearl Jam que nós fomos em 2011 (32 músicas).
Depois ele ainda reclama que eu sou apaixonada por estes caras: mas a culpa em parte é dele que fica incentivando.
Hoje ele está chegando para passar o final de semana com a gente. As crianças passaram a semana inteira contando os dias e até a neve resolveu aparecer para recebe-lo. Já temos varios planos para o final de semana, mas planos abertos. O que importa mesmo é aproveitar cada minuto juntos.
O video acima é do CD Ukulele e ele brinca que compos a musica pra nós, mas teve que colocar o nome do Eddie Vedder senão ele não cantaria!
Aug 18, 2011
parabens para o papai
Hoje, 18 de agosto, o meu Eduardo está fazendo aniversário. Não, nao é meu filho Eduardo! É o meu Eduardo que um dia eu encontrei sem querer e conversamos muito, mesmo, pra tentar se conhecer...
12 anos se passaram desde que o doutorando começou paquerar a estagiária do laboratório ao lado! Foram tantos caminhos tortuosos que nos levaram para o bandeijão do IPT! Meu deus, 12 anos de histórias, das nossas histórias, de tantas coisas maravilhosas que temos vivido sempre juntos, sempre dividindo, sempre participando ativamente, um da vida do outro.
"A barra mais pesada que tivemos", estamos passando incólumes por ela, rs. E mesmo quando temos motivos para ficar tristes, nós ficamos felizes porque estamos juntos, porque sabemos que temos um ao outro e o resultado da nossa união são estas três coisinhas lindas que vc me deu e que me enchem de orgulho todos os dias.
Você meu querido, é minha força, meu porto seguro, aquele que me dá coragem para nunca desistir, para não ter medo, para encarar de frente todos os obstáculos. Quando eu caio, eu sei que vou sempre encontrar a sua mão extendida, pronta para me levantar.
Tendo você ao meu lado, eu sei que não preciso me preocupar porque tudo sempre vai dar certo.
E quem um dia irá dizer que existe razão para as coisas feitas pelo coração??? E quem irá dizer que não existe razão???
12 anos se passaram desde que o doutorando começou paquerar a estagiária do laboratório ao lado! Foram tantos caminhos tortuosos que nos levaram para o bandeijão do IPT! Meu deus, 12 anos de histórias, das nossas histórias, de tantas coisas maravilhosas que temos vivido sempre juntos, sempre dividindo, sempre participando ativamente, um da vida do outro.
"A barra mais pesada que tivemos", estamos passando incólumes por ela, rs. E mesmo quando temos motivos para ficar tristes, nós ficamos felizes porque estamos juntos, porque sabemos que temos um ao outro e o resultado da nossa união são estas três coisinhas lindas que vc me deu e que me enchem de orgulho todos os dias.
Você meu querido, é minha força, meu porto seguro, aquele que me dá coragem para nunca desistir, para não ter medo, para encarar de frente todos os obstáculos. Quando eu caio, eu sei que vou sempre encontrar a sua mão extendida, pronta para me levantar.
Tendo você ao meu lado, eu sei que não preciso me preocupar porque tudo sempre vai dar certo.
E quem um dia irá dizer que existe razão para as coisas feitas pelo coração??? E quem irá dizer que não existe razão???
Apr 29, 2010
Se for genético, meus genes foram dominantes
O Sergio tem um pequeno defeitinho de fabricação que o impede de memorizar letras de música. Segundo ele, o "Parabens a você" foi decorado totalmente há bem pouco tempo, rs. Devido a este problema, certa vez, o seu professor de guitarra perguntou até que ano ele havia estudado na escola, rs.
Talvez relacionado a este "probleminha", ele também tem uma certa dificuldade de memorizar ditados populares e vive trocando as bolas. Ao invés de "saia justa" ele costuma falar "saia curta" e coisas assim...
Assistir novela com ele também é divertimento na certa. Ele olha a Lilian Cabral e pergunta: "é a Cassia Kiss?". A Giovana Antonelli ele pensou que era a Claudia Abreu e o Leonardo Miggiorin, ele achava que era o Kaique Brito. Foram muitas risadas!!!
Mas apesar de levar tudo com muito bom humor, as vezes ele fica um pouco incomodado quando ouve suas músicas preferidas e não consegue cantar junto sem a letra na mão!!! E ele sempre teve uma certa preocupação com as crianças: " será que eles também terão este problema????"
Calma, Serginho, todos os testes deram negativo. Se for um problema genético, os meus genes salvaram a lavoura, rs.
Talvez relacionado a este "probleminha", ele também tem uma certa dificuldade de memorizar ditados populares e vive trocando as bolas. Ao invés de "saia justa" ele costuma falar "saia curta" e coisas assim...
Assistir novela com ele também é divertimento na certa. Ele olha a Lilian Cabral e pergunta: "é a Cassia Kiss?". A Giovana Antonelli ele pensou que era a Claudia Abreu e o Leonardo Miggiorin, ele achava que era o Kaique Brito. Foram muitas risadas!!!
Mas apesar de levar tudo com muito bom humor, as vezes ele fica um pouco incomodado quando ouve suas músicas preferidas e não consegue cantar junto sem a letra na mão!!! E ele sempre teve uma certa preocupação com as crianças: " será que eles também terão este problema????"
Calma, Serginho, todos os testes deram negativo. Se for um problema genético, os meus genes salvaram a lavoura, rs.
Nov 26, 2009
Vale tudo pra não perder o pretendente

Alguns anos depois de me casar eu descobri que o Sergio sofria de umas tonturas até então não explicadas. Ele passava dias com tontura e se ele não comentasse ninguem percebia. O pior é que ele tem este problema desde criança mas só aparece de vez em quando. Quando ele começou sentir isso novamente, após o casamento, fomos procurar ajuda e descobrimos que agora (mais ou menos ha uns 10 anos) existe um exame que pode ajudar no diagnóstico. Ele foi diagnosticado e quando as tonturas reaparecem ele faz o tratamento e fica bem (vou pedir pra ele escrever sobre o assunto).
Agora, aqui no Canadá, ele começou a reclamar de uma dor estranha na face. Parece uma nevralgia e então eu fico sabendo que ele sempre teve este "outro" problema também. Que já fez tudo quanto foi exame e nada foi descoberto. Mas desde que nos conhecemos ele nunca tinha comentado e então só estou descobrindo esta história agora.
Quando percebeu que eu fiquei meio "brava" por ele nunca ter comentado nada, ele se defendeu:
- Eu precisava garantir que vc se casaria comigo, oras!
Mas a vingança é um prato que se come frio e estou comendo o meu agora, rs. Ao ler o meu post anterior, onde eu conto o meu "probleminha" com organização, o Sergio veio todo gentil pro meu lado dizendo que agora entendia a minha demora na hora de sair. E que, só agora ele entendeu que eu não ficava no espelho ou distraída vendo e-mails no computador, mas que na verdade eu sou uma "pessoinha doente".
- Pois é querido, eu também tenho os meus segredinhos e precisava segurar o pretendente!
E vcs, também guardaram muitos segredinhos pra segurar o pretendente?
Aug 19, 2009
Aniversário do marido
Ontem, dia 18, foi o niver do Sergio. Infelizmente não pudemos comemorar como se deve porque tivemos varios contratempos durante o dia e ficamos meio estressados. Mas pelo menos conseguimos fechar o dia mais calmos e com esperança de um dia melhor para hj.
Esta foi a primeira vez que o Sergio passou o seu aniversário no verão e com um calor bem caprichado!!!
O Sergio não gosta muito de comemorar aniversários e geralmente não deixa que eu faça festa e convide as pessoas. Como o dia foi atípico eu acabei respeitando este desejo dele e acabamos apenas comendo um bolinho após o jantar (mas com direito a Parabéns a Vc, é claro!).
Eu sinto muito orgulho deste meu companheiro de 10 anos. Eu aprendi muitas coisas com ele e continuo aprendendo todos os dias. É muito legal ter alguem tão aberto para poder conversar e discutir as coisas. Alguém que me protege e que está sempre ao meu lado; mesmo quando eu estou errada, rs.
O Sergio participa de tudo ativamente e faz questão disto; está sempre presente nas minhas coisas e na vida das crianças e conhece cada detalhe, cada história, cada pormenor de tudo o que tem acontecido com a gente nestes 10 anos e que aconteceu na minha vida antes de conhece-lo.
Pode parecer estranho mas nós dois conversamos abertamente sobre tudo o que vivemos até hj; falamos sobre outros relacionamentos, contamos e recontamos todas as histórias e conseguimos até criar no outro um certo carinho em relação às pessoas que passaram pela nossa vida e nos fizeram bem de alguma forma.
Quem vê o Sergio falando de alguns namorados que eu tive, pensa que ele os conheceu e foi amigo deles, rs.
Acho que uma coisa que faz a nossa relação dar muito certo é que também não sentimos ciúmes do passado e confiamos no outro no presente. Discutir a relação definitivamente não é um problema para nós dois e o tempo todo estamos falando sobre nosso casamento, nossos filhos e nossa vida de uma maneira geral. Ainda que nas discussões os dois sempre tenham razão, conseguimos pensar no assunto e tentar melhorar quando a cabeça esfria.
As vezes nós brincamos que temos uma empresa juntos: eu a chamaria de Sociedade Matrimonial Sergio e Marilena (SMSM). Nós estamos sempre planejando a nossa vida, o que vamos fazer, onde pretendemos estar daqui a alguns anos, como pretendemos educar as crianças. E não temos medo de observar os exemplos que as outras famílias nos dão (tanto os bons quanto o que não queremos seguir de jeito nenhum).
Na nossa empresa nós aprendemos a observar as situações e muitas vezes nem precisamos falar nada pra saber o que o outro está pensando. Temos uma cumplicidade muito grande e além de muito amor e amizade, uma grande paixão!
Ontem também completamos 5 meses de Canadá (ou será que foram 5 anos???!!!). Muita coisa aconteceu neste tempo, né querido? Algumas não saíram exatamente como nós planejamos e outras acabaram ficando melhores do que a encomenda. Apesar das dificuldades acho que ainda estamos no caminho certo e está valendo muito a pena. Obrigada pela sua amizade e seu amor incondicionais e me perdoe pela minha falta de paciência e pela minha exigência extrema. Eu juro que estou tentando melhorar e que me empenharei bastante nos próximos 50 anos.
Dec 11, 2008
O doutorando e a estagiária

Há exatos 10 anos esta história de amor começou oficialmente. Mas vamos relembrar um pouco antes quando a estagiária ainda procurava um estágio interessante que lhe desse além de meios de se manter sozinha, muito aprendizado.
Depois de algumas entrevistas e de ter se desiludido totalmente com o trabalho em indústria farmacêutica, um telefonema mudaria de vez o seu destino: "vc foi aprovada para a vaga no agrupamento de biotecnologia do IPT. Vc ainda tem interesse na vaga?"
Claro que tinha!!!!
Já nos primeiros dias, depois de muitas informações sobre equipamentos e cultivo de bactérias, a estagiária o viu pela primeira vez. Ele estava sentado na "sala dos estagiários" lendo seu jornal. A notícia deveria ser tão boa que ele nem respondeu ao "Bom dia" tímido.
Pegando uma informação aqui e outra ali a estagiária foi descobrindo quem era aquele carinha "metido" que ficava todo dia lendo jornal na sala dela: aluno de doutorado, engenheiro, solteiro, sem namorada, 6 anos mais velho e segundo as boas linguas: um bom partido!!!!
Como uma boa história de amor, a antipatia foi instantânea mas o tempo foi mostrando que provavelmente a notícia era boa mesmo e que atrás daquela cara séria e aparentemente sempre com pressa havia uma pessoa maravilhosa, divertida e que vivia rodeada de gente o tempo todo.
A antipatia foi se transformando em simpatia que foi se transformando em admiração que foi se transformando em interesse e de repente a estagiária estava apaixonada e prestes a entrar em férias coletivas. Seria quase um mês sem nenhum contato e um risco enorme de tudo cair no esquecimento.
Pra estas horas a melhor coisa do mundo são os amigos e uma outra estagiária resolveu dar um empurrãozinho: mandou um e-mail super idiota, com uma piadinha mais idiota ainda para o doutorando e as duas estagiárias ficaram esperando ansiosas a resposta; que diga-se de passagem veio no mesmo dia já pedindo o e-mail da estagiária apaixonada: ele estava interessado também!!!!
Foram quase 20 dias trocando e-mails diários e gigantescos que falavam de música, gramática, literatura, religião, pesquisa mas nada sobre eles mesmos. Pessoalmente as conversas eram travadas e impossibilitadas pela presença constante de outros amigos; lembra que ele vivia rodeado de gente???
E então, no dia 11 de dezembro de 1998, já no final da tarde, um pouco antes dele ir pra casa e ela ir para a faculdade, ele tomou coragem e fez o pedido de namoro mais original que ela já havia recebido: um pedido que falava de uma oportunidade única e que acabou no ponto do Circular da USP embaixo do maior toró!
Alí começava esta história de amor que vem sendo contada aqui no TUDO AO MESMO TEMPO. Alí começaram os planos de um casamento, de três filhos, do mestrado dela, do término do doutorado dele e tantos outros sonhos que aos poucos estão se realizando e enchendo de alegrias esta história.
Até hoje eles têm todos os e-mails trocados desde o primeiro. São vários arquivos no word com suas longas conversas durante o dia: não importa onde ele esteja, não importa onde ela esteja, sempre encontram uma internet pra mandar um recadinho, um aviso, um link, uma bronca ou um beijo.
E tanta coisa já aconteceu nestes 10 anos que parece ter passado muito mais. A ex-estagiária aprendeu tanta coisa, eles aprenderam tanto juntos e se conhecem tão bem que um olhar já vale por uma conversa inteira. E foram mudando tanto, se doando tanto que já é dificil saber quem influenciou quem em cada coisa.
O nosso presentão de aniversário chegou ontem, dia 10: pedido de exames médicos para o processo de imigraçao para o Canadá. Recomeçaremos nossa história lá no Canadá com muitos outros sonhos mas com a mesma alegria de viver e de aproveitar tudo o que o mundo tem pra nos oferecer nesta oportunidade única que é a nossa vida.
Oct 16, 2008
Paixão, amizade, ciúmes (II)

Sabe que estas coisas de relacionamento são muito engraçadas. Eu tinha uma grande amiga que ficou morrendo de ciúmes quando eu comecei namorar com o Sérgio. Pra ela foi como se eu não fosse mais ser amiga dela.
É claro que sempre ocorre um afastamento, mas são coisas que podem ser conciliadas e ao invés de perder a amiga ela poderia ter ganhado um amigo: e foi o que aconteceu!!! Hoje, eles são super amigos e certa vez ela confessou a ele sobre este ciúme, que pra ser sincera eu não percebi.
E eu já fui muito, mas muito, muito, muuuuuito ciumenta. Eu chegava a terminar os relacionamentos por sentir ciúme da pessoa. Minhas amigas de infância e adolescência eram verdadeiras heroínas porque meu ciúme era doentil e eu tinha ciúme até da irmã da minha melhor amiga.
Até que um dia a ficha caiu e eu percebi que a pessoa que mais sofria com isso tudo era eu e que ao invés de trazer as pessoas pra mais perto de mim, eu as afastava. E eu comecei minha luta contra o ciúme com um namorado que me dava total liberdade, que confiava em mim cegamente, que não me questionava em nada e com quem eu namorei 5 anos (tudo bem que ele não olhou mais na minha cara depois que terminei o namoro; e olha que ele nunca foi traído!!!).
Hoje posso dizer que tenho meu ciúme totalmente controlado. Não tenho ciúmes das crianças, nem de amigos, nem de parentes e quando acho que ele vai aparecer tento ser racional e pensar o que pode acontecer naquela situação e sempre acabo vendo que não vale a pena ter ciúmes.
Do maridão??? Sou super tranquila com ele também!!! Tudo bem que fiquei sabendo que a dermatologista dele é um "mulherão". Tranquilo!!! Eu sou mais eu!!!
Vou marcar uma consulta pra minha mãe no dermatologista pra fazer um check up e olha que coincidência: é a mesma dermatologista do Sérgio!!! Ela parece ser tããããão boa!!!
Sep 26, 2008
Censurada

Meu pobre marido caiu na besteira de dizer que eu só falo do Canadá, que estou muito ansiosa com este assunto e que ele está preocupado. Fiquei pensando e acho que ele tem uma certa razão e então decidi tentar relaxar um pouco e não ficar falando nisso o tempo todo, tentando pensar em outras coisas e conversar sobre outros assuntos com ele.
Está dificil: em todos os assuntos surge sempre pelo menos um link relacionado a nossa ida para o Canadá: sempre tem uma notícia que eu li, um comentário de algum conhecido, um post, uma novidade sobre o processo de alguém ou mesmo as diferenças do que estamos vivendo aqui e o que vamos encontrar por lá.
O que está acontecendo é que as nossas conversar estão meio truncadas. Eu até estou me divertindo um pouco porque fico me policiando e de repente no meio de um comentário eu mudo a frase e não falo do Canadá.
Ele continua preocupado porque disse que não adianta nada eu não falar sobre o assunto com ele, se continuo pensando no assunto o tempo todo.
Mas é como eu sempre digo: pode censurar minha fala mas meus pensamentos são meus e ninguém tasca!!!!rs
Jul 18, 2008
Mal entendido
Certa vez o Sergio recebeu uma mensagem no celular falando alguma coisa do tipo "obrigada pela noite inesquecível". Sabiamente, a primeira coisa que ele fez foi me mostrar a mensagem e já deixou o celular comigo pra eu resolver o que eu queria fazer com aquela "situação".
A princípio eu não ia fazer nada mas depois da terceira ou quarta mensagem eu resolvi retornar a ligação e quem atendeu o celular foi o MARIDO da fulana que estava mandando as mensagens. Com minha discrição a toda prova eu pedi que ele avisasse a dona do celular que ela estava enganada e mandando mensagens para o celular do meu marido e final da história.
Nós nos esquecemos totalmente desta pequena ocorrência até que um incidente parecido aconteceu com um conhecido nosso. O único detalhe é que a esposa dele não foi tão compreensiva e ele está passando maus bocados enquanto não consegue convencê-la de que tudo não passa de um mal entendido.
E vc, o que faria? Ficaria tranquilo(a) ou o seu cônjuge estaria dormindo no sofá até provar sua inocência???
A princípio eu não ia fazer nada mas depois da terceira ou quarta mensagem eu resolvi retornar a ligação e quem atendeu o celular foi o MARIDO da fulana que estava mandando as mensagens. Com minha discrição a toda prova eu pedi que ele avisasse a dona do celular que ela estava enganada e mandando mensagens para o celular do meu marido e final da história.
Nós nos esquecemos totalmente desta pequena ocorrência até que um incidente parecido aconteceu com um conhecido nosso. O único detalhe é que a esposa dele não foi tão compreensiva e ele está passando maus bocados enquanto não consegue convencê-la de que tudo não passa de um mal entendido.
E vc, o que faria? Ficaria tranquilo(a) ou o seu cônjuge estaria dormindo no sofá até provar sua inocência???
May 25, 2008
Amar é...

... respeitar o tempo do outro!
Jan/08
Marilena - Sergio, agora que mandamos os doctos para o Consulado, que tal fazermos uma lista das pendências que temos que resolver até a chegada do pedido de exames médicos?
Sergio - Claro!!! Vc já marcou uma consulta para a Luisa, bla bla bla...(mudou de assunto)
Fev/08
M - Precisamos fazer uma lista das pendências, né? Eu fiz esta listinha. veja se tem alguma coisa a acrescentar.
S - Claro! Vc viu o bla bla bla ...
Mar/08
M - Estou te mandando a listinha de pendências por e-mail. São coisas que não posso resolver sozinha. Por favor dê uma olhada e me diga o que posso fazer.
S - Claro!!! Bla bla bla...
Abr/08
M - Serginho, não quero ser chata mas temos que resolver algumas pendências pra não deixar tudo pra última hora. Estou mandando uma listinha por e-mail pra vc, tá?
S - Claro!!! Bla bla bla...
Mai/08
Sergio - Lena, nós temos que resolver algumas pendências antes de viajar, né? Que tal se montássemos uma listinha? Eu vou anotar na agenda (começou fazer a lista na hora).
Marilena - Claro!!! Excelente idéia!!! Não sei como eu nao pensei nisso antes!!!
Dec 3, 2007
Amor, meu grande Amor
Quando a gente se apaixona tudo fica mais colorido e aquele objeto da nossa paixão é sempre maravilhoso e perfeito. Com o tempo, a paixão se transforma : ou vc começa enxergar tudo o que não via e fica com aquela sensação de "onde eu estava com a cabeça" ou começa enxergar o que nunca viu e como as coisas podem ser boas mesmo sendo diferente daquilo que vc sempre acreditou.
Depois de quase 7 anos de casada eu tenho me dado conta do quanto mudei nesta minha convivência com o Sergio; muitas coisas mudaram por mim mesma mas consigo perceber grandes influências que ele teve sobre mim.
Ontem o Corinthians caiu pra segunda divisão e devo confessar que torci fervorosamente até o finalzinho pra que eles conseguissem um golzinho de misericórdia. Quem me conhece sabe que eu sempre fui mais anti-conrinthiana do que palmeirense mesmo. E ontem, me vi participando da dor do Sergio e atraves de todos os disfarses dele, conversando como se nada estivesse acontecendo, eu percebi o quanto ele estava chateado. Me lembrei da força que ele sempre me deu nos inúmeros escorregões e quedas do meu time e quando em 2002 ele até torceu para o Palmeiras não cair. Me lembrei também do quanto é triste ver seu time caindo para a segunda divisão e estou chateada até agora; quase nem acredito.
E fiquei pensando agora de manhã em quantas coisas eu conheci através dele e que com o tempo aprendi a gostar.
Ele me ensinou gostar de guitarra. Infelizmente depois que nos casamos ele acabou abandonando a escola de música e parou de estudar seu instrumento musical preferido; tambem não tem ouvido muito as centenas de CD's que temos aqui em casa, mas eu fui aprendendo muito sobre música; fui apresentada aos Beatles, Rolim Stones, White Snake, Black Sabbath e muitas outras bandas e músicos que eu nunca imaginei que existissem. Sem contar a trajetória dessas pessoas, com todas as agruras e realizações das suas vidas. Através dele eu conheci minha banda predileta, Pearl Jam e quem vê imagina que eu fui quem a apresentou a ele.
Ele também me ensinou a ser libertária. Não posso dizer já sou totalmente mas tenho tentado bastante. Toda e qualquer forma de autoritarismo incomoda-o profundamente e aos poucos eu fui percebendo o quanto nós todos somos ditadores, controladores, o quanto precisamos manter as estruturas, o quanto temos dificuldade com mudanças, dificuldade de aceitar o novo, de aceitar opiniões e crenças diferentes, de aceitar outros estilos de vida, de mudar os planos, dificuldade de aceitar críticas. Acho que nunca na minha vida tive tanta liberdade; o que pode não ser bom porque tenho que tomar as decisões sozinha e arcar com a responsabilidade delas.
Não que ele não esteja presente e deixe tudo nas minhas costas. Ele sempre participa de tudo e de pertinho; sempre vai ao pediatra comigo, sempre foi em todas as consultas do pré-natal, ficou o tempo todo comigo na maternidade e com a Luísa, fez questão de ficar no hospital conosco, sempre quer participar de todas as coisas da casa mas raramente impõe a sua opinião; sempre tenta negociar.
Ele também me ensinou que bater na criança é mais um sinal de fraqueza do que uma forma de educar. Ele entende que as vezes a paciência se esgota e escapa um tapinha no bumbum, mas sempre diz: quando um adulto bate em uma criança ele está demonstrando que a criança venceu a discussão e o adulto teve que fazer uso da sua superioridade física pra fingir que venceu. Ele também é contra educar pelo medo e a gente tenta ao máximo que as crianças façam as coisas porque é correto e não porque eles têm medo de um castigo ou de apanhar.
Outra coisa que ele me ensinou foi que eu adoraria os Estados Unidos. Ele sempre me disse que o dia que eu conhecesse "a América" eu me apaixonaria. Não deu outra: já na primeira semana eu estava caída de amores pelas terras do Tio Sam e fui aprendendo a entender como funcionam as coisas por lá e a cabeça do americano.
Mas a grande mudança mesmo eu percebo todo final de ano quando começam as propagandas do Especial do Roberto Carlos. Ele é fã e me ensinou a ver o Roberto com outros olhos, me ensinou ouvir as letras despida de preconceitos e entender o quanto muitas músicas do Roberto são influenciadas pela Black Music americana que eu gosto tanto.
Agora, até eu fico esperando o Especial do Roberto e me emociono com algumas músicas inesquecíveis que todo ano ele canta no programa.
Vai entender o que é o amor, né?
Depois de quase 7 anos de casada eu tenho me dado conta do quanto mudei nesta minha convivência com o Sergio; muitas coisas mudaram por mim mesma mas consigo perceber grandes influências que ele teve sobre mim.
Ontem o Corinthians caiu pra segunda divisão e devo confessar que torci fervorosamente até o finalzinho pra que eles conseguissem um golzinho de misericórdia. Quem me conhece sabe que eu sempre fui mais anti-conrinthiana do que palmeirense mesmo. E ontem, me vi participando da dor do Sergio e atraves de todos os disfarses dele, conversando como se nada estivesse acontecendo, eu percebi o quanto ele estava chateado. Me lembrei da força que ele sempre me deu nos inúmeros escorregões e quedas do meu time e quando em 2002 ele até torceu para o Palmeiras não cair. Me lembrei também do quanto é triste ver seu time caindo para a segunda divisão e estou chateada até agora; quase nem acredito.
E fiquei pensando agora de manhã em quantas coisas eu conheci através dele e que com o tempo aprendi a gostar.
Ele me ensinou gostar de guitarra. Infelizmente depois que nos casamos ele acabou abandonando a escola de música e parou de estudar seu instrumento musical preferido; tambem não tem ouvido muito as centenas de CD's que temos aqui em casa, mas eu fui aprendendo muito sobre música; fui apresentada aos Beatles, Rolim Stones, White Snake, Black Sabbath e muitas outras bandas e músicos que eu nunca imaginei que existissem. Sem contar a trajetória dessas pessoas, com todas as agruras e realizações das suas vidas. Através dele eu conheci minha banda predileta, Pearl Jam e quem vê imagina que eu fui quem a apresentou a ele.
Ele também me ensinou a ser libertária. Não posso dizer já sou totalmente mas tenho tentado bastante. Toda e qualquer forma de autoritarismo incomoda-o profundamente e aos poucos eu fui percebendo o quanto nós todos somos ditadores, controladores, o quanto precisamos manter as estruturas, o quanto temos dificuldade com mudanças, dificuldade de aceitar o novo, de aceitar opiniões e crenças diferentes, de aceitar outros estilos de vida, de mudar os planos, dificuldade de aceitar críticas. Acho que nunca na minha vida tive tanta liberdade; o que pode não ser bom porque tenho que tomar as decisões sozinha e arcar com a responsabilidade delas.
Não que ele não esteja presente e deixe tudo nas minhas costas. Ele sempre participa de tudo e de pertinho; sempre vai ao pediatra comigo, sempre foi em todas as consultas do pré-natal, ficou o tempo todo comigo na maternidade e com a Luísa, fez questão de ficar no hospital conosco, sempre quer participar de todas as coisas da casa mas raramente impõe a sua opinião; sempre tenta negociar.
Ele também me ensinou que bater na criança é mais um sinal de fraqueza do que uma forma de educar. Ele entende que as vezes a paciência se esgota e escapa um tapinha no bumbum, mas sempre diz: quando um adulto bate em uma criança ele está demonstrando que a criança venceu a discussão e o adulto teve que fazer uso da sua superioridade física pra fingir que venceu. Ele também é contra educar pelo medo e a gente tenta ao máximo que as crianças façam as coisas porque é correto e não porque eles têm medo de um castigo ou de apanhar.
Outra coisa que ele me ensinou foi que eu adoraria os Estados Unidos. Ele sempre me disse que o dia que eu conhecesse "a América" eu me apaixonaria. Não deu outra: já na primeira semana eu estava caída de amores pelas terras do Tio Sam e fui aprendendo a entender como funcionam as coisas por lá e a cabeça do americano.
Mas a grande mudança mesmo eu percebo todo final de ano quando começam as propagandas do Especial do Roberto Carlos. Ele é fã e me ensinou a ver o Roberto com outros olhos, me ensinou ouvir as letras despida de preconceitos e entender o quanto muitas músicas do Roberto são influenciadas pela Black Music americana que eu gosto tanto.
Agora, até eu fico esperando o Especial do Roberto e me emociono com algumas músicas inesquecíveis que todo ano ele canta no programa.
Vai entender o que é o amor, né?
Nov 29, 2007
O perigoso maníaco
Eu e o Sergio estávamos nos lembrando ontem de um episódio que por pouco não deu um fim no nosso casamento ainda no primeiro mês.
De vez em quando eu tenho alguns sonhos não muito bons que me deixam morrendo de medo mesmo depois de ter acordado. Quando criança eu sempre pedia pra minha irmã segurar a minha mão ou pra ir pra cama dela e agora, quem me protege é o Sergio.
Mas certa vez, pouco depois de termos voltado da nossa lua de mel, enquanto o Sergio tomava banho e se preparava pra dormir, eu, deitada na minha cama, comecei pensar bobagens: e se o Sergio fosse uma maníaco? E se ele me atacasse no meio da noite enquanto eu dormia (depois de mais de um mês dormindo juntos!!!)? Enquanto ele tranquilamente tomava seu banho eu fui ficando desesperada com aquela ídéia absurda mas que pra mim parecia muito possível.
Até que o banho acabou e o Sergio veio se deitar e eu morrendo de medo dele. Sei lá o que me deu; não sei se eu estava sonolenta ou perturbada e no final quem corria risco era ele, risos. Só sei que naquele desespero de alguma coisa acontecer ao mesmo tempo que eu queria fugir eu não queria que ele saísse de perto de mim.
Não preciso dizer que ele ficou furioso com aquele absurdo e demorou pra ele esquecer aquela noite. De vez em quando ele ainda me pergunta se ele não seria um perigoso maníano.
De vez em quando eu tenho alguns sonhos não muito bons que me deixam morrendo de medo mesmo depois de ter acordado. Quando criança eu sempre pedia pra minha irmã segurar a minha mão ou pra ir pra cama dela e agora, quem me protege é o Sergio.
Mas certa vez, pouco depois de termos voltado da nossa lua de mel, enquanto o Sergio tomava banho e se preparava pra dormir, eu, deitada na minha cama, comecei pensar bobagens: e se o Sergio fosse uma maníaco? E se ele me atacasse no meio da noite enquanto eu dormia (depois de mais de um mês dormindo juntos!!!)? Enquanto ele tranquilamente tomava seu banho eu fui ficando desesperada com aquela ídéia absurda mas que pra mim parecia muito possível.
Até que o banho acabou e o Sergio veio se deitar e eu morrendo de medo dele. Sei lá o que me deu; não sei se eu estava sonolenta ou perturbada e no final quem corria risco era ele, risos. Só sei que naquele desespero de alguma coisa acontecer ao mesmo tempo que eu queria fugir eu não queria que ele saísse de perto de mim.
Não preciso dizer que ele ficou furioso com aquele absurdo e demorou pra ele esquecer aquela noite. De vez em quando ele ainda me pergunta se ele não seria um perigoso maníano.
Oct 28, 2007
O casamento que quase não aconteceu
O dia do meu casamento não podia ser um dia normal na minha vida. Alem de ser o dia do meu casamento, o que já é complicado por si só, ainda tivemos fortes emoções externas.
Eu e o Sergio começamos a discutir os detalhes do nosso casamento já nos primeiros dias de namoro. Queríamos nos casar após dois anos de namoro e esperar mais uns dois anos pra ter o primeiro filho. Logo em seguida já queríamos mais duas crianças e fechar a "fabrica". Queríamos um casamento bem simples e sem festa porque a família do Sergio é muito "tímida" e queríamos substituir a festa por uma viagem bem legal. Acho que mesmo planejando tudo não tinhamos noção de como nossos planos iriam se realizar com tanta precisão.
Mas voltando ao casamento: após 2 anos de namoro fomos até a igreja que eu frequentava e perguntamos ao padre qual a data mais próxima para podermos nos casar. Isto foi feito mais ou menos em novembro e marcamos o casamento para março do ano seguinte porque a igreja precisa acertar a papelada, fazer os proclamas e ainda tem os prazos do cartório, já que o casamento civil tem que ser antes.
Conclusão: tivemos apenas 4 meses para organizar tudo. Apesar de ter sido um casamento super simples deu muito trabalho porque eu resolvi que queria fazer as coisas sozinha, em casa. Então, comprei os convites da kalunga e escrevi o texto e imprimi tudo em casa (com a ajuda da minha irmã);meu vestido foi feito pela minha mãe e bordado pela minha irmã;o vestido da daminha também foi feito pela minha mãe (eu fiz questão absoluta de que fosse assim); como eu frequentava a igreja varias pessoas da comunidade se prontificaram a decorá-la no dia do casamento, até porque ninguem gosta de casar lá por ser uma igreja simples; o senhor que toca orgão na missa fez questão de tocar no casamento e quando fui à casa dele pra escolher as músicas, sua esposa se prontificou a cantar na cerimônia. Enfim, foi tudo feito assim, com a ajuda dos amigos, algumas improvisações, de forma quase artesanal.
Como o Sergio não quis se envolver nesta parte "religiosa", ele ficou responsável pelo preparo da nossa casa: reformamos a coitadinha de cima em baixo, trocando todos os pisos, azulejos, pintando, trocando coisas que estavam quebradas e velhas. E nós dois juntos fomos saindo pra comprar o mínimo necessário como fogão, geladeira, cama, colchão. E eu ainda tive que preparar o enxoval que eu não tinha.
O Sergio tambem ficou encarregado de organizar a lua de mel. Ele mais ou menos montou um roteirinho de alguns lugares de interesse para os dois e depois fomos a uma agência de turismo e com a ajuda do profissional montamos um roteiro super legal de 17 dias.
Acho que foram os 4 meses mais rápidos e movimentados da minha vida. Como eu gosto de fazer TUDO AO MESMO TEMPO, juntamente com os preparativos do casamento eu também fiz a seleção para o meu mestrado, ou seja, uma correria sem fim.
Mas não me arrependo de forma alguma. Fui recompensada com a presença de TODO MUNDO que foi convidado e as duas pessoas que se ausentaram foram as que se perderam.
Mesmo com toda esta falta de tempo conseguimos organizar tudo e então pude ter uma noite de sono tranquila pra estar linda e feliz no grande dia. Mas logo de manhã uma novidade de última hora quase me matou de susto. Digo de última hora porque apesar das coisas já estarem estranhas há algum tempo, foi exatamente na madrugada de sábado, dia do casamento, que o padre da igreja foi mandado embora pelo pessoal da comunidade (esta história vou contar em outro post).
Para minha alegria, apesar dos problemas com o padre (que eu detestava) a comunidade não se esqueceu de mim e foi de madrugada na cúria pedir a saída do pároco e avisar que precisavam de um padre naquela noite para celebrar o casamento.
Imaginem como eu fiquei quando acordei no dia do meu casamento e fiquei sabendo que a igreja estava sem padre!!! Hoje eu morro de rir mas no dia foi um susto. Mas como vcs já devem estar imaginando, a cúria conseguiu encontrar alguem porque o casamento se realizou e dura até hoje muito bem obrigada. No final, apesar do estress foi ótimo porque eu não gostava do padre mesmo, já havia um litígio da comunidade com o cara e o padre que a curia mandou fez um sermão muito bonito: Foi Lindo!!!!
Chegamos na nossa casa nova aquele dia super felizes para passar nossa noite de núpcias no nosso colchão, no chão!!! A cama não chegou a tempo!!!
Eu e o Sergio começamos a discutir os detalhes do nosso casamento já nos primeiros dias de namoro. Queríamos nos casar após dois anos de namoro e esperar mais uns dois anos pra ter o primeiro filho. Logo em seguida já queríamos mais duas crianças e fechar a "fabrica". Queríamos um casamento bem simples e sem festa porque a família do Sergio é muito "tímida" e queríamos substituir a festa por uma viagem bem legal. Acho que mesmo planejando tudo não tinhamos noção de como nossos planos iriam se realizar com tanta precisão.
Mas voltando ao casamento: após 2 anos de namoro fomos até a igreja que eu frequentava e perguntamos ao padre qual a data mais próxima para podermos nos casar. Isto foi feito mais ou menos em novembro e marcamos o casamento para março do ano seguinte porque a igreja precisa acertar a papelada, fazer os proclamas e ainda tem os prazos do cartório, já que o casamento civil tem que ser antes.
Conclusão: tivemos apenas 4 meses para organizar tudo. Apesar de ter sido um casamento super simples deu muito trabalho porque eu resolvi que queria fazer as coisas sozinha, em casa. Então, comprei os convites da kalunga e escrevi o texto e imprimi tudo em casa (com a ajuda da minha irmã);meu vestido foi feito pela minha mãe e bordado pela minha irmã;o vestido da daminha também foi feito pela minha mãe (eu fiz questão absoluta de que fosse assim); como eu frequentava a igreja varias pessoas da comunidade se prontificaram a decorá-la no dia do casamento, até porque ninguem gosta de casar lá por ser uma igreja simples; o senhor que toca orgão na missa fez questão de tocar no casamento e quando fui à casa dele pra escolher as músicas, sua esposa se prontificou a cantar na cerimônia. Enfim, foi tudo feito assim, com a ajuda dos amigos, algumas improvisações, de forma quase artesanal.
Como o Sergio não quis se envolver nesta parte "religiosa", ele ficou responsável pelo preparo da nossa casa: reformamos a coitadinha de cima em baixo, trocando todos os pisos, azulejos, pintando, trocando coisas que estavam quebradas e velhas. E nós dois juntos fomos saindo pra comprar o mínimo necessário como fogão, geladeira, cama, colchão. E eu ainda tive que preparar o enxoval que eu não tinha.
O Sergio tambem ficou encarregado de organizar a lua de mel. Ele mais ou menos montou um roteirinho de alguns lugares de interesse para os dois e depois fomos a uma agência de turismo e com a ajuda do profissional montamos um roteiro super legal de 17 dias.
Acho que foram os 4 meses mais rápidos e movimentados da minha vida. Como eu gosto de fazer TUDO AO MESMO TEMPO, juntamente com os preparativos do casamento eu também fiz a seleção para o meu mestrado, ou seja, uma correria sem fim.
Mas não me arrependo de forma alguma. Fui recompensada com a presença de TODO MUNDO que foi convidado e as duas pessoas que se ausentaram foram as que se perderam.
Mesmo com toda esta falta de tempo conseguimos organizar tudo e então pude ter uma noite de sono tranquila pra estar linda e feliz no grande dia. Mas logo de manhã uma novidade de última hora quase me matou de susto. Digo de última hora porque apesar das coisas já estarem estranhas há algum tempo, foi exatamente na madrugada de sábado, dia do casamento, que o padre da igreja foi mandado embora pelo pessoal da comunidade (esta história vou contar em outro post).
Para minha alegria, apesar dos problemas com o padre (que eu detestava) a comunidade não se esqueceu de mim e foi de madrugada na cúria pedir a saída do pároco e avisar que precisavam de um padre naquela noite para celebrar o casamento.
Imaginem como eu fiquei quando acordei no dia do meu casamento e fiquei sabendo que a igreja estava sem padre!!! Hoje eu morro de rir mas no dia foi um susto. Mas como vcs já devem estar imaginando, a cúria conseguiu encontrar alguem porque o casamento se realizou e dura até hoje muito bem obrigada. No final, apesar do estress foi ótimo porque eu não gostava do padre mesmo, já havia um litígio da comunidade com o cara e o padre que a curia mandou fez um sermão muito bonito: Foi Lindo!!!!
Chegamos na nossa casa nova aquele dia super felizes para passar nossa noite de núpcias no nosso colchão, no chão!!! A cama não chegou a tempo!!!
Aug 18, 2007
Aniversário do Sergio
Em toda nossa correria dos últimos dias não tive tempo pra sair e comprar algum presente para o meu marido. Em compensação dei a ele uma bonequinha que come, faz cocô e xixi, faz gracinha, dá risadinhas, chora de vez em quando e não tem botão on/off. Um presentão!
Especialmente neste aniversário eu pensei bastante no tempo em que estamos juntos e quantas coisas já planejamos e conquistamos neste período.
Conheci o Sergio quando eu ainda estava na faculdade e fazia estágio no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) que fica dentro da Cidade Universitária. Ele fazia doutorado lá, no mesmo departamento mas em laboratório diferente. A primeira vez que o vi foi quando voltei do almoço e ele estava na sala dos estagiários lendo jornal. Entrei, disse boa tarde e ele não moveu um músculo. Achei-o super mal educado e fui embora sem dizer mais nada. Ele se defende dizendo que não ouviu (e pelo jeito nem viu que entrou alguem na sala). Hoje eu acredito na versão dele porque quando está na frente de um jogo de futebol ou de um jornal a casa pode cair que ele nem percebe.
Com o tempo acabamos nos conhecendo porque todos os dias ele ia para aquela sala ler o seu jornalzinho na hora do almoço (costume que tem até hj) e os estagiários e pós graduando sempre se reuniam ali naquele horário.
Nem sei ao certo como me interessei por ele e ele nem olhava pra mim porque achava que eu era nova demais. Ele só se interessou por mim quando descobriu quantos anos eu tinha. E então começou toda aquela cerimônia da paquera, o interesse pelas coisas do outro, as desculpas pra estar no local onde o outro com certeza estaria em determinado momento.
No início de dezembro de 1998 eu percebi que aquela paquerinha poderia se transformar em um namoro, mas na metade do mês entraríamos em férias coletivas e as coisas poderiam esfriar já que não tinhamos como entrar em contato. Eu e uma amiga ficamos pensando em uma maneira de resolver isto e tivemos a ideia de pedir o e-mail dele com pretexto de mandar algo que o interessasse. Ela pediu e mandou uma coisa nada a ver com nada, mas deu super certo porque na resposta ele pediu o meu e-mail e assim começamos a nos corresponder via e-mail. Era até engraçado porque nos encontrávamos pessoalmente e quase não conversávamos, mas trocávamos e-mails constantemente falando sobre varios assuntos diferentes. O mais legal é que todos estes e-mails eu ainda tenho (do primeiro até o que ele acabou de me mandar).
No dia 11 de dezembro ele veio falar comigo pessoalmente e então começamos a namorar. Nunca me esquecerei deste dia; me lembro bem que estava uma chuva torrencial e eu me molhei toda pra acompanha-lo até o ponto do circular da USP. Namoramos por dois anos e no dia 03/03/2001 nos casamos na igrejinha que eu frequentava. Uma cerimônia bem simples, sem festa, mas com a presença de todos os nosso amigos mais queridos (quase todos porque uma tal de Simone se perdeu e não conseguiu chegar).
Desde os primeiros dias do nosso namoro já começamos os planos para a nossa vida futura. Sempre sonhamos em ter 3 filhos e até os nomes já tinham sido escolhidos. É bem verdade que os nomes foram todos trocados mas os três filhos nós acabamos de realizar e mesmo com alguns ajustes, o tempo planejado para a chegada deles foi cumprido.
Tantas coisas aconteceram na nossa vida desde aquele dia 11 de dezembro e a cada dia eu sinto que estamos mais sintonizados, mais próximos, mais amigos.
Eu aprendi muitas coisas com o Sergio e tenho certeza que mudei pra melhor nestes anos de convivência. Me tornei muito mais liberal do que era, mais tolerante com as diferenças, menos exigente comigos mesma e com as pessoas. O Sergio cultivou em mim uma confiança que eu nunca tive e me ensinou a ver com clareza minhas qualidades e defeitos. Eu tenho aprendido a reconhecer as coisas que faço bem e melhorar aquilo em que não sou boa. Ele também me ensinou a não ir deixando as coisas chatas para serem feitas amanhã. "Resolva logo este problemas pra se livrar logo dele" é a teoria que ele usa.
A cada dia eu me surpreendo mais com ele; sempre dedicado à família, sempre tomando conta de todos nós, sempre se desdobrando pra me ajudar no cuidado da casa e das crianças mesmo depois de um dia cheio no trabalho. O Sergio tem uma paciência que até irrita. As vezes eu tenho que dar bronca nele por ser paciente demais com a criançada.
Sempre brincando, fazendo piadinhas, tirando sarro da minha cara... assim ele vai demonstrando o amor que tem por nós. Eu brinco que ele me olha e vê um gigante; faz a maior propaganda a meu respeito por onde passa e ai de quem falar qualquer coisa contra mim. Para os outros eu sempre tenho razão mesmo que depois ele discorde e me diga que eu estava errada.
Aqui em casa tudo é NOSSO, não tem separação de nada. Até os e-mails são "compartilhados" e temos todas as senhas, códigos, informações a respeito de tudo um do outro. Até aqueles e-mails mais pessoais que recebemos as vezes sempre encaminhamos para o outro ler também e dar sua opinião. Todas as decisões são tomadas em conjunto e até a opinião do Eduardo já está sendo ouvida também. Eu nunca pensei que algum dia eu teria minha vida tão compartilhada com alguem, sem segredos, sem mistérios... tudo aberto o tempo todo.
Tenho me sentido super culpada nos últimos meses por não ter conseguido cuidar do Sergio como deveria. Passo o dia envolvida com tantas atividades da casa e das crianças e acabo não cuidando muito das coisas dele, das coisas que gostamos de fazer juntos, dos doces que ele adora e que já faz um bom tempo que não preparo. Nem assistir tv juntos tem dado tempo e quando conseguimos ficar sozinhos estamos esgotados e acabamos dormindo sem ao menos conseguir conversar. Ainda assim, ele continua atencioso, paciente, compreensivo e não me cobra nada.
Não consigo ficar muito a vontade pra fazer declarações de amor em público, mesmo porque se há uma coisa que sempre digo a ele e aos nossos filhos é o quanto eu os amo. O que posso dizer aqui é que sou muito grata a você, Sergio, por todos os momentos maravilhosos que tive em minha vida desde que o conheci e agradecer por toda a felicidade que vc tem me proporcionado nestes quase 9 anos juntos.
Especialmente neste aniversário eu pensei bastante no tempo em que estamos juntos e quantas coisas já planejamos e conquistamos neste período.
Conheci o Sergio quando eu ainda estava na faculdade e fazia estágio no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) que fica dentro da Cidade Universitária. Ele fazia doutorado lá, no mesmo departamento mas em laboratório diferente. A primeira vez que o vi foi quando voltei do almoço e ele estava na sala dos estagiários lendo jornal. Entrei, disse boa tarde e ele não moveu um músculo. Achei-o super mal educado e fui embora sem dizer mais nada. Ele se defende dizendo que não ouviu (e pelo jeito nem viu que entrou alguem na sala). Hoje eu acredito na versão dele porque quando está na frente de um jogo de futebol ou de um jornal a casa pode cair que ele nem percebe.
Com o tempo acabamos nos conhecendo porque todos os dias ele ia para aquela sala ler o seu jornalzinho na hora do almoço (costume que tem até hj) e os estagiários e pós graduando sempre se reuniam ali naquele horário.
Nem sei ao certo como me interessei por ele e ele nem olhava pra mim porque achava que eu era nova demais. Ele só se interessou por mim quando descobriu quantos anos eu tinha. E então começou toda aquela cerimônia da paquera, o interesse pelas coisas do outro, as desculpas pra estar no local onde o outro com certeza estaria em determinado momento.
No início de dezembro de 1998 eu percebi que aquela paquerinha poderia se transformar em um namoro, mas na metade do mês entraríamos em férias coletivas e as coisas poderiam esfriar já que não tinhamos como entrar em contato. Eu e uma amiga ficamos pensando em uma maneira de resolver isto e tivemos a ideia de pedir o e-mail dele com pretexto de mandar algo que o interessasse. Ela pediu e mandou uma coisa nada a ver com nada, mas deu super certo porque na resposta ele pediu o meu e-mail e assim começamos a nos corresponder via e-mail. Era até engraçado porque nos encontrávamos pessoalmente e quase não conversávamos, mas trocávamos e-mails constantemente falando sobre varios assuntos diferentes. O mais legal é que todos estes e-mails eu ainda tenho (do primeiro até o que ele acabou de me mandar).
No dia 11 de dezembro ele veio falar comigo pessoalmente e então começamos a namorar. Nunca me esquecerei deste dia; me lembro bem que estava uma chuva torrencial e eu me molhei toda pra acompanha-lo até o ponto do circular da USP. Namoramos por dois anos e no dia 03/03/2001 nos casamos na igrejinha que eu frequentava. Uma cerimônia bem simples, sem festa, mas com a presença de todos os nosso amigos mais queridos (quase todos porque uma tal de Simone se perdeu e não conseguiu chegar).
Desde os primeiros dias do nosso namoro já começamos os planos para a nossa vida futura. Sempre sonhamos em ter 3 filhos e até os nomes já tinham sido escolhidos. É bem verdade que os nomes foram todos trocados mas os três filhos nós acabamos de realizar e mesmo com alguns ajustes, o tempo planejado para a chegada deles foi cumprido.
Tantas coisas aconteceram na nossa vida desde aquele dia 11 de dezembro e a cada dia eu sinto que estamos mais sintonizados, mais próximos, mais amigos.
Eu aprendi muitas coisas com o Sergio e tenho certeza que mudei pra melhor nestes anos de convivência. Me tornei muito mais liberal do que era, mais tolerante com as diferenças, menos exigente comigos mesma e com as pessoas. O Sergio cultivou em mim uma confiança que eu nunca tive e me ensinou a ver com clareza minhas qualidades e defeitos. Eu tenho aprendido a reconhecer as coisas que faço bem e melhorar aquilo em que não sou boa. Ele também me ensinou a não ir deixando as coisas chatas para serem feitas amanhã. "Resolva logo este problemas pra se livrar logo dele" é a teoria que ele usa.
A cada dia eu me surpreendo mais com ele; sempre dedicado à família, sempre tomando conta de todos nós, sempre se desdobrando pra me ajudar no cuidado da casa e das crianças mesmo depois de um dia cheio no trabalho. O Sergio tem uma paciência que até irrita. As vezes eu tenho que dar bronca nele por ser paciente demais com a criançada.
Sempre brincando, fazendo piadinhas, tirando sarro da minha cara... assim ele vai demonstrando o amor que tem por nós. Eu brinco que ele me olha e vê um gigante; faz a maior propaganda a meu respeito por onde passa e ai de quem falar qualquer coisa contra mim. Para os outros eu sempre tenho razão mesmo que depois ele discorde e me diga que eu estava errada.
Aqui em casa tudo é NOSSO, não tem separação de nada. Até os e-mails são "compartilhados" e temos todas as senhas, códigos, informações a respeito de tudo um do outro. Até aqueles e-mails mais pessoais que recebemos as vezes sempre encaminhamos para o outro ler também e dar sua opinião. Todas as decisões são tomadas em conjunto e até a opinião do Eduardo já está sendo ouvida também. Eu nunca pensei que algum dia eu teria minha vida tão compartilhada com alguem, sem segredos, sem mistérios... tudo aberto o tempo todo.
Tenho me sentido super culpada nos últimos meses por não ter conseguido cuidar do Sergio como deveria. Passo o dia envolvida com tantas atividades da casa e das crianças e acabo não cuidando muito das coisas dele, das coisas que gostamos de fazer juntos, dos doces que ele adora e que já faz um bom tempo que não preparo. Nem assistir tv juntos tem dado tempo e quando conseguimos ficar sozinhos estamos esgotados e acabamos dormindo sem ao menos conseguir conversar. Ainda assim, ele continua atencioso, paciente, compreensivo e não me cobra nada.
Não consigo ficar muito a vontade pra fazer declarações de amor em público, mesmo porque se há uma coisa que sempre digo a ele e aos nossos filhos é o quanto eu os amo. O que posso dizer aqui é que sou muito grata a você, Sergio, por todos os momentos maravilhosos que tive em minha vida desde que o conheci e agradecer por toda a felicidade que vc tem me proporcionado nestes quase 9 anos juntos.
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