Calma, não é apuração de escola de samba do Rio de Janeiro ou de São Paulo!!!
Ainda lá em São Paulo, eu tinha um quadro que eu deixava no armário das crianças e nele eu colocava sorrisos ou carinha triste dependendo do comportamento deles. Quem me deu a idéia disse que eu deveria dar alguma coisa para eles quando eles completassem um certo número de sorrisos, mas eu não gosto deste negócio de recompensa. Acho perigoso ensinar a criança a fazer coisas boas só pra ganhar alguma coisa. E o interessante foi que as carinhas funcionaram super bem mesmo sem nenhum premio. Ninguem queria que eu colocasse uma carinha triste no seu lado do quadro.
Quando viemos para o Canadá eu acabei não fazendo outro quadro pra eles, mas comecei a dar nota para o comportamento deles. Então, quando vamos a algum lugar e eles se comportam bem, eu distribuo um monte de notas 10 e fica todo mundo feliz. Quando alguém dá algum piti, acaba ganhando uma nota mais baixa e então começam as reclamações, o chororô e a tentativa de melhorar o conceito comigo, rs.
Só que esta história das notas acabou virando uma mania aqui em casa e eles estão sempre preocupados com a nota que vão ter. As vezes, um deles começa fazer alguma manha ou alguma coisa errada e o outro já avisa:
- A mamãe vai te dar uma nota baixa!!!
E não é que na maioria das vezes funciona? Com esta história de nota eles comem, não brigam e não dão piti nas lojas.
Bem, na verdade, de vez em quando não tem ameaça que de jeito. Quando a Helena está com fome ou com sono, ela começa choramingar e não tem nota baixa que a console:
- A minha nota é dez (e cai no choro!!!).
E agora até a Luísa entrou na onda. Vira e mexe ela me pergunta:
- Mamy, qual é a minha nota?
E se eu falo uma nota diferente do 10, ela responde:
- Não mamy, minha nota é 10 (não que ela saiba o que isso significa).
O Eduardo, já vai para a chantagem propriamente dita. Quando ganha nota baixa ele começa:
- Vc não gosta mais de mim, eu sei que não gosta!!!
PS: falando da chantagem do Edu eu me lembrei de quando euzinha era criança, briguenta e chorona. Se minhas amigas não faziam o que eu queria, eu quebrava o pau e chegava em casa choramingando:
- Ninguém gosta de mim, ninguém brinca comigo, bla bla bla...
Será que é algum problema genético?
Oct 15, 2009
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
Viagem com a escola
Quando eu era criança, la na Vila Aurora, os nossos passeios de escola eram ate o Horto Florestal... talvez parque do Ibirapuera na formatur...
-
Eu sei que o mundo está precisando de mais gentileza, mais gente educada, mais simpatia e eu vivo tentando fazer a minha parte. O problema é...
-
Eu amo o calendario da escola!!!! #SQN As atividades não necessariamente seguem os dias da semana. Elas tb usam um calendário paralelo d...
-
Hoje a Helena tem jogo e eu não poderei assistir. Infelizmente o jogo da Luisa é no mesmo horário e eu vou deixar o Edu com a Helena e vou l...
-
Ao contrário do Brasil, festa de aniversário por aqui geralmente é coisa pra criança, e só pra elas. A maioria das festas canadenses foram f...
-
Esta história de meia perdida é uma coisa que parece acontecer com todo mundo. Sempre tem alguem por aí reclamando dos pés de meia orfãos qu...
Esta sua idéia eu vou dar para meu irmão...
ReplyDeleteMeu sobrinho está impossível! E olha que so tem 5 anos
E o frio por ai? Ja deu as caras?
Tudo de bom
Danielle
O Henrique eh igualzinho, qdo leva bronca, ja comeca... you don't love me anymore.... hahahah..:)
ReplyDeleteBjks,
Ana
Nota 10 para esse post.
ReplyDeleteAdorei o post Marilena, mas cá pra nós, toda a sua família é nota 10 com louvor!!! Beijinhos pra vocês!!
ReplyDeleteSilvia
Marilena, o seu relacionamento e compromissos com suas crianças é incrível! Estou de fato impressionado, pois me sentia meio perdido num mundo onde os pais são mais egoístas, julgam-se mais importantes que a criação dos filhos e apoio no amadurecimento dos pequenos.
ReplyDeleteA infância é o momento de formar o cidadão futuro, e é nossa obrigação, como pais, dar grandes pedaços de nós mesmo para eles ao invés de ficar apenas tratando como faz a maioria.
Veja esse post que escrevi em agosto: http://nanoberger.blogspot.com/2009/08/voce-e-capaz-de-falar-linguagem-de-amor.html
Grande abraço!
Adriano