Oct 10, 2010

Em casa

Hoje tivemos um almoço agradável com amigos, seguido de um cafezinho delicioso e muita conversa que se extendeu por toda a tarde, já tentando entrar noite a dentro. Foram horas de conversa initerrupta, discussões filosoficas, políticas, religiosas... pontos de vistas completamente diferentes mas com objetivos muito parecidos... enfim, tudo muito bom.
 
Mas agora pensando em toda nossa conversa, eu percebi o quanto estamos ligados ao Canadá e o quanto nos desligamos do Brasil neste período de pouco mais de 1 ano e meio. Ficamos horas alí conversando sobre o futuro do Canadá, sobre as eleições para prefeito de Toronto, ficamos comparando as escolas... não mais as escolas brasileiras com as canadenses: ficamos comparando as escolas católicas com as publicas. Discutimos nossos sentimentos, nossas estratégias de auto-preservação neste mundo multicultural; muitas discussões filósoficas, de idéias, previsões para o futuro deste país que para nós 4 (dois casais) é agora a nossa casa.

Se falamos do Brasil? Claro, como apagar a maior parte da nossa vida? Mas agora de uma forma muito mais distante. Para mim, particularmente, é como se minha família e amigos tivessem imigrado para o Brasil e eu estivesse aqui preocupada por eles, rs. A minha casa é aqui e os problemas que realmente me afligem, me preocupam são os problemas do Canadá, da privíncia de Ontário, da cidade de Toronto.

100% das pessoas se assustam ou se admiram quando eu digo que não sinto saudades. Parece muito frio, eu sei, mas o fato é que não sinto falta e não passa pela minha cabeça aquela dúvida de imigrante: "será que eu fiz a coisa certa?". As vezes eu me questiono, sim: tenho dúvidas enormes em relação a todo o processo de imigração. Me pergunto se escolhi bem a cidade, se viver em Ontario é mesmo o melhor para nós, se escolher o Canadá foi mesmo uma boa idéia. No entanto, a imigração não entra em questão: tenho certeza absoluta que o Brasil não me pertence mais e que eu não pertenço mais a ele.

3 comments:

  1. OI Mari
    Cheguei no teu blog vagando pela internet.
    Chegamos em TO tem 6 meses, mas sinto exatamente como vc com relação ao Brasil. Quando falo sobre isso sinto como se os outros olhassem e pensassem:"coitada, não soube viver aqui no brasil" ou "despeito puro" acaba q me sinto quase compelida a ficar calada com meu amor por este país.
    Viemos com o discurso de fugirmos da violência e logo no primeiro mês levaram minha bike, quando compartilhei com amigos e familiares no Brasil, ouvi tantos absurdos, sobre como éramos iludidos, ingênuos. Fiquei com isto q um cara da lj de bike me falou: "roubaram tua bike? q bom, se sinta um torontiano" e assim saí, feliz com uma bike nova, me sentindo mais ainda daqui! Claro q a única coisa q nos faz falta é família, de resto, juro q tb não sinto falta de nada.
    Gostei muito deste filme "Into the wild" vi ainda no Brasil e oq me assusta é saber: "Ninguém é feliz sozinho", ou é?!!!
    bj
    Marcia Costa

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  2. E qdo eu digo q só vou ao Brasil a cada três anos porque nao sinto falta? Nós nos sentimos igualzinho a vocês;

    Nem sei bem o porque, sei que pode parecer esquisito mas se eu nao tivesse família lá nem sei se iria visitar



    BjoS!

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  3. Outro dia ouvi de uma amiga que faz tempo que nao vou ao Brasil, estou precisando de ir, rs.

    bjs

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Viagem com a escola

Quando eu era criança, la na Vila Aurora, os nossos passeios de escola eram ate o Horto Florestal... talvez parque do Ibirapuera na formatur...